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Temporada de ventos fortes favorece aumento de doenças respiratórias; UPAs atendem casos de urgência

Fotos: Márcia Catunda e Ariane Cajazeiras

Unidades de Pronto Atendimento fazem atendimento de sintomas mais graves das doenças respiratórias 

A época dos ventos fortes, que ocorre entre agosto e outubro no Ceará, demanda atenção em relação às doenças respiratórias. Além de o período ser mais seco, as rajadas de ar podem trazer impurezas e, consequentemente, maior propagação das infecções virais. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), as ocorrências atendidas dizem respeito aos casos mais graves, em que há urgência na assistência.

O coordenador do serviço médico da UPA José Walter, João Carlos Saraiva, explica a diferença entre as infecções respiratórias mais comuns. “O resfriado geralmente é um quadro mais leve, com sintomas de garganta arranhando, coriza e tosse. A influenza causa dores e moleza no corpo, falta de apetite e dor de cabeça intensa, necessitando de afastamento e repouso para recuperação. Já a sinusite é um quadro mais prolongado, podendo ser ocasionada a partir de um resfriado ou gripe, com acúmulo de secreção, sendo necessário o uso de antibiótico”. Nos casos de influenza e resfriado, o tratamento é feito com medicações para dor e febre, boa hidratação e repouso.

Ele reforça que nos casos mais leves, com sintomas como coriza, coceira no nariz, tosse e dor de garganta, o atendimento deve ser realizado nos postos de saúde. Já as UPAs 24h atendem emergências ou urgências que necessitam de avaliação e conduta médica imediatas. Há sinais que merecem atenção redobrada, como febre alta e falta de ar.

Hábitos simples, como a lavagem das mãos, podem prevenir doenças respiratórias

O médico Igor Carvalho, chefe de equipe da UPA Conjunto Ceará, orienta: “em casos de febre elevada e persistentedesorientação e sintomas que persistem duração superior a 48 horas, é recomendado que o paciente se dirija a uma unidade de saúde mais próxima para que possa passar por uma avaliação”. Além disso, ele alerta que é preciso ter cautela antes de tomar qualquer medicamento por conta própria para não ocasionar riscos à saúde. “O ideal é buscar atendimento médico para que seja feito o diagnóstico e assim avaliar qual a melhor forma de tratamento”.

O consultor comercial Carlos Alberto Carneiro da Silva, 63, passou a sentir sintomas gripais há três dias e decidiu procurar atendimento na UPA José Walter, por causa da febre prolongada. “Precisei me afastar do trabalho. Fazia muito tempo que eu não adoecia, porém confesso que eu tomei a vacina no ano passado, mas ainda não tomei esse ano, esse acontecimento me fez lembrar que preciso reforçar a vacinação, ainda mais sendo idoso”, relata.

Os especialistas alertam: vacinar-se contra a gripe e a covid-19 é a melhor forma de evitar os casos mais graves das doenças. Além disso, também devem ser adotados cuidados básicos de higiene no dia a dia. “Lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, manter distância de pessoas doentes, não compartilhar utensílios e usar máscara”, reforça o médico.

*Assessoria de Comunicação das UPAs

Hospital São Raimundo inicia implantação do Projeto Lean nas Emergências


O projeto prevê melhorias nos processos, como redução no tempo de atendimento

O Hospital São Raimundo, administrado pela Fundação Leandro Bezerra de Menezes, deu início à primeira etapa do projeto Lean nas Emergências, uma iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), em parceria com seis hospitais de excelência, como o Sírio-Libanês e o Hospital do Coração, ambos em São Paulo.

"Lean" significa "enxuto" e refere-se a uma filosofia de gestão voltada para a melhoria de processos, baseada em tempo e valor, desenhada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado. Na prática, o projeto deve impactar positivamente e diretamente os atendimentos realizados na emergência, reduzindo o tempo de espera e a superlotação, além de melhorar o fluxo para outros setores do hospital.

O projeto tem cinco etapas: planejamento, diagnóstico inicial, implementação, diagnóstico final e monitoramento, e acontece durante o triênio 2024-2026. Mais de 120 hospitais no Brasil já foram contemplados com a iniciativa.

Para Francisco Bernar de Almeida Figueiredo, Enfermeiro da Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital São Raimundo, o início do projeto é considerado um passo importante na busca por melhorias: "Temos buscado projetos e programas que possam contribuir para a melhoria dos processos, assegurando maior eficácia, redução no tempo de atendimento, mantendo a mesma qualidade no serviço. O Lean é um projeto que trará esses benefícios para a nossa emergência, e será um caminho que percorreremos com muito entusiasmo, sabendo que quem mais se beneficiará é a comunidade atendida aqui".

Queda em idosos é a principal causa de fraturas em punho, quadril e coluna; especialista do HRVJ orienta sobre prevenção

Foto:  Joelton Barboza


Quedas em idosos são as principais causas de fraturas em punho, quadril e coluna vertebral

Maria das Graças Andrade, de 76 anos, sofreu, no último dia 28 de julho, a segunda queda em menos de um ano. O acidente ocorreu no banheiro da casa dela, que fica em Limoeiro do Norte. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Ceará) foi acionado para socorrê-la e ela precisou ser internada no Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ).

Dona Maria é uma das 492 pessoas idosas que deram entrada na urgência e emergência do HRVJ no primeiro semestre de 2024 por causa de queda da própria altura. O número equivale a 9,55% do total de admissões no setor da unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o que acende um alerta para os cuidados que devem ser tomados para prevenir acidentes.

As quedas em idosos são as principais causas de fraturas em punho, quadril e coluna vertebral, podendo levar a uma internação prolongada, perda de independência e até mesmo morte precoce.

O caso de Maria das Graças é fratura no fêmur. A segunda em menos de um ano. “São muitos os cuidados que devemos ter. Todo cuidado é pouco, porque é muito ruim cair e se quebrar”, aconselha a aposentada.

Maria das Graças Andrade teve fratura de fêmur pela segunda vez em menos de um ano. Foto:  Joelton Barboza

De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, estima-se que uma em cada três pessoas com mais de 65 anos cai. Os dados destacam ainda que, a cada 20 idosos que caem, um deles tenha uma fratura ou necessite de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% caem a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de queda é maior e chega a 50%.

O médico ortopedista e traumatologista do HRVJ, Filipe Guedes, explica que os idosos que carecem de maior atenção são aqueles acima de 65 anos com fraqueza muscular, osteoporose, dificuldade visual e de audição e, também, que usam muitas medicações, podendo levar a tonturas e quedas abruptas da pressão.

“Para prevenir esses acidentes, devemos fazer ajustes ambientais e biológicos. Devemos fazer com que esses idosos usem calçados presos na frente e atrás, devemos tirar tapetes de dentro de casa, iluminar os ambientes e fazer uso de barras em banheiros para apoio”, explica Filipe.

O especialista ainda ressalta que os sintomas após uma queda são edemas, inchaços e manchas roxas na região acometida e dificuldade de mobilização. Ele ainda chama a atenção para que seja solicitada ajuda para o paciente ter uma assistência médica o mais rápido possível e um diagnóstico completo do que causou a queda.

*Ascom do  HRVJ

Ministério da Saúde confirma óbito fetal por transmissão vertical de Oropouche

 FOTO: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Caso foi registrado em Pernambuco

O Ministério da Saúde (MS) confirmou um caso de óbito fetal causado por transmissão vertical de febre do Oropouche, que acontece quando o vírus é passado da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto. A confirmação foi feita na sexta-feira (2) no estado de Pernambuco. A pasta informou que a grávida tem 28 anos de idade e estava na 30ª semana de gestação.

Segundo o ministério, continuam em investigação oito casos de transmissão vertical de Oropouche: quatro em Pernambuco, um na Bahia e três no Acre.

“Quatro casos evoluíram para óbito fetal e quatro casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia. As análises estão sendo feitas pelas secretarias estaduais de saúde e especialistas, com o acompanhamento do Ministério da Saúde, para concluir se há relação entre Oropouche e casos de malformação ou abortamento”, disse a pasta.

Até o dia 28 de julho foram registrados 7.286 casos de Oropouche, em 21 estados brasileiros. A maioria dos casos foi registrada no Amazonas e em Rondônia. Até o momento, um óbito em Santa Catarina está em investigação.

Os dois primeiros óbitos pela doença no país foram confirmados na semana passada. Os casos são de mulheres do interior do estado da Bahia, com menos de 30 anos, sem comorbidades, mas que tiveram sinais e sintomas semelhantes a um quadro de dengue grave.
Transmissão

A transmissão acontece principalmente por meio do vetor Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito-pólvora. No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. Há registros de isolamento do vírus em outras espécies de insetos, como Coquillettidia venezuelensis e Aedes serratus.

Já no ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros. Nesse cenário, o mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo e comumente encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus.
Arboviroses

O MS disse que vem monitorando a situação do Oropouche no Brasil em tempo real, por meio da Sala Nacional de Arboviroses, e que publicará, nos próximos dias, o Plano Nacional de Enfrentamento às Arboviroses, incluindo dengue, zika, chikungunya e Oropouche. As orientações incluem a metodologia de análise laboratorial, vigilância e a assistência em saúde sobre condutas recomendadas para gestantes e recém-nascidos com sintomas compatíveis com Oropouche.

“Na nota técnica do Ministério da Saúde haverá recomendação de medidas de proteção para evitar ou reduzir a exposição às picadas dos insetos, seja por meio de recursos de proteção individual com uso de roupas compridas, de sapatos fechados e de repelentes nas partes do corpo expostas, sobretudo nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde. Também haverá o reforço de medidas de proteção coletiva, tais como limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas”, continuou o MS.

A orientação é para que as pessoas procurem atendimento nas unidades de saúde, informando inclusive os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do pré-natal, nos casos de sinais e sintomas compatíveis com arboviroses, como febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular, dor articular, tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.

*Conteúdo da Agência Brasil

Primeiro complexo oncológico pediátrico do interior do Ceará é inaugurado no Cariri

Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), fica em Barbalha e a expansão conta com 13 leitos de internação. Foto: Divulgação HMSVP 


Foi inaugurado, na última quarta-feira (31), o Complexo Oncológico Pediátrico Carlo Acutis no Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), em Barbalha, na Região de Saúde Cariri. Esse é o primeiro serviço público do tipo no interior do estado. A titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Tânia Mara Coelho, acompanhou a solenidade, que também contou com as presenças da vice-governadora do Ceará, Jade Romero; e da superintendente da Região de Saúde do Cariri, Tereza Cristina Mota.

O complexo, que contribui para o projeto de regionalização da saúde da Sesa, tem 13 leitos de internação, poltronas para quimioterapia, quatro consultórios e uma farmácia.

O Governo do Estado participa do financiamento do HMSVP por meio da Política Estadual de Incentivo Hospitalar, que visa ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. Desta forma, a Sesa destina recursos ao custeio de serviços ambulatoriais e leitos de internação, incluindo UTI. Além disso, a Secretaria mantém com o Hospital contratos para tratamento oncológico e realização de cirurgia eletiva.

“Agradeço ao governador Elmano de Freitas pelo apoio incondicional aos projetos da Saúde do Ceará. Queremos, cada vez mais, fortalecer nossos serviços e garantir um atendimento de qualidade à população cearense”, disse a secretária.
Sobre o HMSVP

Fundado em 1970, o Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, sob a direção das Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, é uma referência para os 45 municípios que compõem a Região de Saúde do Cariri, atendendo cerca de 1,5 milhão de habitantes.

A unidade é referência em maternidade de alto risco, traumatologia de alta complexidade e oncologia adulta. Agora o hospital passa a contar também com o serviço oncológico pediátrico.

Ao todo, o HMSVP conta com 282 leitos, dos quais 20 são de UTI Adulto, 20 de UTI Neonatal e 10 de UTI Pediátrica.

*Conteúdo da Ascom SESA-CE

Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche

FOTO­: RENATO ARAÚJO/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO


São as primeiras registradas no mundo, conforme informativo

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (25) duas mortes por febre oropouche no país. Até o momento, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbito pela doença, informou a pasta, em nota. 

As mortes são de mulheres que viviam no interior da Bahia. Elas tinha menos de 30 anos de idade, sem comorbidades, e apresentaram sinais e sintomas semelhantes ao de dengue grave.
Casos sob investigação

O ministério investiga uma morte em Santa Catarina e se quatro casos de interrupção de gestação e dois de microcefalia em bebês têm relação com a doença (Pernambuco, Bahia e Acre). Foi descartado relação da febre com uma morte no Maranhão.

No último dia 11, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica a todos os estados e municípios recomendando o reforço da vigilância em saúde sobre a possibilidade de transmissão vertical do vírus. Com a nota técnica, o ministério pretende também orientar a sociedade sobre a arbovirose.

A medida foi adotada após o Instituto Evandro Chagas detectar a presença do genoma do vírus em um caso de morte fetal, e de anticorpos em amostras de quatro recém-nascidos com microcefalia.

No entanto, o ministério destacou que não há evidências científicas consistentes sobre a transmissão do vírus Orov da mãe infectada para o bebê durante a gestação e nem sobre o efeito da infecção sobre malformação de bebês ou aborto.

Este ano, já foram registrados 7.236 casos de febre do oropouche, em 20 estados. A maior parte foi identificado no Amazonas e em Rondônia. Desde 2023, foi ampliada a detecção de casos da doença no Brasil, por meio de testes de diagnóstico na rede pública em todas as regiões.
Febre Oropouche

A febre Oropouche é uma doença viral. O vírus Orov é transmitido, principalmente, por meio da picada de um mosquito conhecido como maruim (Culicoides paraensis), bem como por espécies do mosquito Culex. No Brasil, o vírus foi isolado pela primeira vez em 1960.

O ministério explicou que a febre oropouche pode ser confundida com a dengue. A doença evolui com febre de início súbito, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados.

Os sintomas duram cerca de dois a sete dias. Mas, até 60% dos pacientes podem apresentar recorrência dos sintomas, após uma a duas semanas a partir das manifestações iniciais. A maioria das pessoas tem evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves.

Até o momento, não há tratamento específico para a febre oropouche. A terapia atual apenas alivia os sintomas.

*Conteúdo da Agência Brasil

Inscrições para programa Mais Médicos vão até sábado

FOTO: MARCELO CAMARGO/AGENCIA BRASIL

Edital prevê 3,1 mil vagas e, pela primeira vez, direito de cotas


Abertas nesta terça-feira (2), as inscrições para o novo edital do Programa Mais Médicos vão até as 18h de sábado (dia 6). Estão previstas 3.184 vagas em mais de 1,5 mil cidades brasileiras. Não há cobrança de taxa.

Pela primeira vez, o governo vai disponibilizar vagas no regime de cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas. O cálculo do Ministério da Saúde é que o programa beneficie mais de 10,6 milhões de pessoas com prestação serviços na rede pública.

Segundo o ministério, os médicos serão alocados em “regiões prioritárias e de vulnerabilidade social”. Os profissionais vão atuar no primeiro atendimento realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que são responsáveis pelo acompanhamento da situação de saúde da população, prevenção e redução de agravos. “Preencher os vazios assistenciais que, desde 2018, deixaram de ser atendidos é uma forma de resgatar o direito e o acesso da população à saúde”, apontou o governo em publicação.
Cotistas

Os profissionais selecionados vão receber bolsa-formação de R$ 14.058 por mês, que poderá ser paga pelo prazo de quatro anos. Uma novidade é que as vagas obedecerão às exigências de cotas para concursos públicos, que estipulam o mínimo de 20% de cotas étnico-raciais (que têm porcentagem de 50% quando há duas vagas) e de 9% para pessoas com deficiência.

Podem participar da seleção profissionais brasileiros ou estrangeiros e brasileiros formados no exterior, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos brasileiros formados no Brasil têm preferência na seleção.

*Conteúdo da Agência Brasil

Vírus zika pode voltar a se replicar após recuperação, aponta estudo

FOTO: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
Isso pode levar a novos episódios de sintomas

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) investigou a reação tardia do vírus da zika e como isso pode levar a novos episódios de sintomas neurológicos da doença, como crises convulsivas. Os resultados do estudo inédito estão em um artigo científico publicado nesta semana no periódico iScience, do grupo Cell Press.

O estudo foi realizado durante quatro anos com cerca de 200 camundongos que se recuperaram da infecção pelo vírus zika. A pesquisa foi liderada pelas cientistas Julia Clarke, do Instituto de Ciências Biomédicas, e Claudia Figueiredo, da Faculdade de Farmácia, ambas da UFRJ.

Os resultados apontam que em situações de queda na imunidade, como stress, tratamento com medicamentos imunossupressores ou durante infecções por outros vírus, o zika pode voltar a se replicar no cérebro e em outros locais onde antes não era encontrado, como nos testículos.

“Alguns vírus podem “adormecer” em determinados tecidos do corpo e depois “acordar” para se replicar novamente, produzindo novas partículas infecciosas. Isso pode levar a novos episódios de sintomas, como acontece classicamente com os vírus simples da herpes e da varicela-zoster.

Segundo Julia Clarke, essa nova replicação está associada à produção de espécies secundárias de RNA viral, que são resistentes à degradação e se acumulam nos tecidos.

“A gente observou que, ao voltar a replicar no cérebro, o vírus gera substâncias intermediárias de RNA e a gente vê um aumento na predisposição desses animais a apresentarem convulsões, que é um dos sintomas da fase aguda”, acrescentou.

Em modelos animais, o grupo da UFRJ e outros aplicaram testes de PCR, microscopia confocal, imunohistoquímica, análises comportamentais e mostraram que o vírus da zika pode permanecer no corpo por longos períodos, após a fase aguda da infecção. Em humanos, o material genético do vírus da zika já foi encontrado em locais como placenta, sêmen, cérebro, mesmo muitos meses após o desaparecimento dos sintomas.

Ela explica que os resultados mostraram que a amplificação do RNA viral e a geração de material genético resistente à degradação pioram os sintomas neurológicos nos animais, principalmente nos machos. Embora a reativação tardia do vírus da zika ainda não tenha sido investigada em humanos, os dados sugerem que pacientes expostos ao vírus, no início da vida, devem ser monitorados a longo prazo e que novos sintomas podem ocorrer. Como próximos passos, Julia Clarke explica que se aprofundarão nas calcificações cerebrais provocadas pelo vírus.

“O cérebro exposto ao vírus, tanto de animais quanto de humanos, desenvolve áreas de lesão características com morte de células e acúmulo de cálcio - as chamadas calcificações. Nosso grupo pretende caracterizar se essas áreas de calcificações são os locais onde o vírus permanece adormecido. Além disso, pretendemos testar um medicamento que diminui muito o tamanho dessas áreas de calcificação para avaliar se consegue prevenir essa reativação do vírus”, explica.

Julia Clarke ressalta que a pesquisa é de extrema importância, pois revela a capacidade do vírus persistir e reativar, o que pode ter grandes implicações para a saúde pública. O trabalho contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes e do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, ambos da UFRJ, e financiamento de cerca de R$ 1 milhão da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

*Conteúdo da Agência Brasil

Prevenção de infecção do trato urinário é foco de pesquisa desenvolvida pelo HRC em parceria com universidade

O Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Juazeiro do Norte, firmou parceria com o curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) para o desenvolvimento da pesquisa “Nível de conhecimento e habilidade técnica na prevenção de Infecção do Trato Urinário”. De acordo com a coordenadora do Centro de Estudos do HRC, Anna Philomena de Alencar, a parceria tem como propósito integrar o ensino e o serviço, além de fortalecer as práticas de educação permanente no HRC.

A iniciativa está sendo desenvolvida pelo Centro de Estudos do HRC, professores de instituições de ensino superior, e alunos da URCA, tanto do mestrado, quanto da graduação em Enfermagem. “Por meio dessa parceria com a instituição de ensino, conseguimos alinhar melhor o planejamento, atrelando a pesquisa científica ao fortalecimento dos processos avaliativos de treinamentos”, explica a enfermeira do Centro de Estudos do HRC e uma das pesquisadoras à frente do projeto, Raquel Nicodemos.

A proposta consiste em identificar o grau de conhecimento e as habilidades técnicas de enfermeiros e técnicos de enfermagem do HRC na prevenção de Infecção do Trato Urinário (ITU) antes e após ações educativas.

Para alcançar os objetivos estabelecidos, serão observadas as estratégias já utilizadas pelas equipes de Enfermagem na prevenção de infecções e, posteriormente, vão ser realizados treinamentos com os profissionais, abordando o protocolo de prevenção de ITU.

Dessa forma, serão constatadas as oportunidades de melhorias em relação à adesão dos trabalhadores aos protocolos preventivos, possibilitando aperfeiçoar a assistência à saúde.
Segurança do paciente

O estudo, com previsão de conclusão para setembro de 2024, pode ter impacto direto na segurança do paciente no que se refere às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), mais especificamente à ITU. Esta é uma das infecções bacterianas mais comuns entre os adultos, principalmente em mulheres.

Em unidades hospitalares, a ITU costuma ocorrer por conta da utilização de cateteres e pelo sistema imunológico comprometido dos pacientes, o que os tornam mais suscetíveis a essas infecções.

“Com esse projeto, queremos entender as dificuldades na adesão do protocolo estratégico de prevenção de infecções. E trabalhando em cima desse fortalecimento, pretendemos reduzir os casos de infecções do trato urinário. Além disso, estaremos fortalecendo cada vez mais o processo da Educação Permanente e os resultados estratégicos do hospital sobre as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde”, ressalta Raquel Nicodemos.

*ASCOM DO HRC

De Braços Abertos: projeto de organização das Redes de Atenção à Saúde é apresentado no Cariri

 

Fotos:Fátima Holanda

Para a titular da secretaria da Saúde do Ceará, o objetivo é trazer humanização desde o primeiro cuidado, assim como fortalecer a regionalização

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) apresenta, essa semana, o projeto da organização das Redes de Atenção à Saúde na Região de Saúde do Cariri. O evento, que teve início na segunda-feira (10), conta com a participação da secretária de Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho e o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Associação sem fins lucrativos Umanealém de gestores dos 45 municípios da região.

A iniciativa faz parte do Projeto de Braços Abertos, que tem como eixos de execução ações de educação permanente, planificação da atenção à saúde e rede de articuladores nas cinco regiões de saúde do estado.

Na Região de Saúde do Cariri, a planificação envolverá tanto a Atenção Primária à Saúde quanto a Atenção Ambulatorial Especializada e a Atenção Hospitalar. A intenção é compartilhar experiências, discutir propostas e pactuar a operacionalização das ações naquela região.

A programação segue ao longo desta terça-feira (11) no campus Crajubar, na Universidade Regional do Cariri (Urca)

Para a titular da secretaria da Saúde do Ceará, o objetivo é trazer humanização desde o primeiro cuidado, assim como fortalecer a regionalização. “O compromisso do governador Elmano de Freitas é com o fortalecimento da regionalização e é o que queremos com esse projeto: disponibilizar uma saúde de qualidade. Por isso, é tão importante que a gente consiga engajar todo mundo e apresentar as principais diretrizes. Definimos o nome do projeto como ‘De Braços Abertos’, porque queremos oferecer desde o primeiro cuidado, essa humanização. Estaremos de braços abertos para a nossa população, porque esse é o nosso papel”, destaca.

A superintendente da Regional Sul, Tereza Cristina Mota, acredita que o projeto trará soluções no cuidado da saúde da população do Cariri. “As redes de atenção estarão atentas a toda a linha de cuidado com a saúde da população. Entre os nossos desafios, está melhorar o atendimento em todas as frentes, como a materno-infantil, a oncologia, assim como reduzir a mortalidade infantil e as doenças cardiovasculares. Tivemos uma fantástica adesão, com a participação de muitos atores, o que contribui para que dê tudo certo”, pontua.

A programação segue ao longo desta terça-feira (11) no campus Crajubar, na Universidade Regional do Cariri (Urca).

*Ascom da SESA Ceará

Dia D nacional de vacinação contra poliomielite ocorre neste sábado (8), no Ceará

FOTO: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

No próximo sábado (8), ocorre o Dia D nacional de vacinação contra poliomielite em todo o País. No Ceará, as ações estratégicas realizadas entre a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e municípios visam alcançar no mínimo 95% do público-alvo: crianças menores de cinco anos de idade. Os imunizantes estão disponíveis em mais de 2.500 salas de vacinação no território estadual.

“As doses da vacina contra a paralisia infantil já estão disponíveis nos postos de saúde desde 25 de maio. O Dia D tem o objetivo de alcançar o máximo de pessoas em um curto intervalo de tempo. É fundamental que mães e pais levem os filhos para se vacinar, basta conferir a programação do seu município e verificar o local de vacinação mais próximo da sua residência”, destaca a titular da Coordenadoria de Imunização (Coimu) da Secretaria da Saúde do Ceará, Ana Karine Borges.

Karine ressalta ainda a importância de levar as crianças aos postos de saúde, mesmo que os responsáveis acreditem que elas já tenham o esquema vacinal completo. “Porque os profissionais de saúde irão fazer uma checagem para dar o reforço da vacina, caso seja necessário, e também conferir se as demais vacinas do calendário estão em dia”, pontua.

O Programa Nacional de Imunização Brasileiro (PNI), criado em 1975, é referência mundial e pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil é um dos poucos países que oferecem de maneira universal um rol extenso e abrangente de imunobiológicos.

A poliomielite, doença imunoprevenível de grande importância em saúde pública, está incluída no calendário nacional pelas sequelas permanentes, como a paralisia dos membros inferiores, e risco de morte. Ela é causada pelos poliovírus 1, 2 e 3. A proteção vacinal contra o vírus está disponível nos 184 municípios cearenses.

Ana Karine Borges reforça também que todos os imunobiológicos do Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguros. “Todas as vacinas ofertadas pelo SUS passam pelo controle da Anvisa e apresentam um perfil bom de segurança, sendo bem toleradas”, finaliza. A campanha, iniciada de forma antecipada pelo Ceará em 25 de maio, segue até 14 junho em todo o Brasil.

*Conteúdo da SESA Ceará

Saúde lança campanha de prevenção ao uso de cigarros eletrônicos

FOTO:JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL

Iniciativa marca Dia Mundial sem Tabaco, a ser comemorado nesta sexta

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançaram nessa quarta-feira (29) campanha de prevenção ao uso de cigarros eletrônicos. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), novos produtos, como os cigarros eletrônicos, e informações enganosas da indústria do tabaco são uma ameaça, levando a uma iniciação ao tabagismo cada vez mais precoce”, destacou a pasta em nota.

Dados apresentados pelo ministério indicam que crianças e adolescentes que usam cigarros eletrônicos têm pelo menos duas vezes mais probabilidade de fumar cigarros mais tarde na vida. O mote da campanha é o Dia Mundial Sem Tabaco 2024, lembrado nesta sexta-feira (31) e que, este ano, tem como tema Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco.

“Por meio de linguagem jovem, a campanha visa a promover uma mudança de comportamento, além de proteger as novas gerações dos perigos do uso do tabaco, alertando sobre as táticas da indústria para atrair crianças e adolescentes, com interesse em garantir e ampliar seu mercado consumidor.”

Números

Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelam que, em 2019, 16,8% dos estudantes no Brasil com idade entre 13 e 17 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico, sendo 13,6% com idade de 13 a 15 anos e 22,7% com 16 e 17 anos. Quanto ao sexo, a experimentação é maior entre os homens (18,1%) do que entre as mulheres (14,6%).

A variação regional foi significativa, com maior experimentação do cigarro eletrônico nas regiões Centro-Oeste (23,7%), Sul (21,0%) e Sudeste (18,4%), ficando menor do que a média nacional o Nordeste (10,8%) e o Norte (12,3%).

Houve ainda aumento dos estudantes de 13 a 17 anos que declararam consumo de cigarros nos 30 dias anteriores à data da pesquisa, com o percentual passando de 5,6% em 2013 para 6,8% em 2019.

Prejuízos

O ministério destaca que os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), que englobam os cigarros eletrônicos e outros produtos de tabaco aquecido, têm quantidades variáveis de nicotina e outras substâncias tóxicas, o que faz com que suas emissões sejam prejudiciais tanto para quem faz o uso direto quanto para quem é exposto aos aerossóis.

“Mesmo alguns produtos que alegam não conter nicotina podem apresentar a substância em sua composição e suas emissões são nocivas”, ressaltou a pasta. “A nicotina causa dependência e pode afetar negativamente o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes, impactando no aprendizado e na saúde mental.”

Ainda de acordo com o ministério, o consumo de tabaco é considerado importante fator de risco para doenças cardiovasculares e respiratórias e para mais de 20 tipos ou subtipos diferentes de câncer, além de outras condições de saúde classificadas como “debilitantes”.

“Alguns estudos recentes sugerem que o uso de DEFs pode aumentar o risco de doenças cardíacas e distúrbios pulmonares. Além disso, a exposição à nicotina em mulheres grávidas pode afetar negativamente o desenvolvimento cerebral do feto. Já a exposição acidental de crianças aos líquidos dos cigarros eletrônicos representa sérios riscos, pois os dispositivos podem vazar ou as crianças podem engolir o líquido ou as cápsulas.”

Anvisa

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução proibindo a comercialização, a fabricação e a publicidade de cigarros eletrônicos no Brasil. Recentemente, em abril, a diretoria colegiada da agência revisou a legislação e proibiu a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar.

*Conteúdo da Agência Brasil


É gripe ou resfriado? Entenda a diferença entre as duas doenças e saiba como se proteger

Foto: Ascom HSJ 



Gripe e resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus; a gripe é causada pelo vírus influenza e pode ser prevenida por meio de vacina

Nariz entupido, dor de garganta e uma certa moleza. Será gripe ou resfriado? Às vezes, é difícil distinguir as duas doenças, uma vez que ambas apresentam sintomas bastante semelhantes. A infectologista do Hospital São José (HSJ), Lisandra Damasceno, explica a diferença entre um leve resfriado e a gripe, além de informar sobre tratamento, formas de transmissão e dicas de prevenção para as duas enfermidades.

Segundo a médica, tanto a gripe como o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. No entanto, a gripe é causada, principalmente, pelo vírus da Influenza A e B, enquanto o resfriado é causado por outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório, o rinovírus e o vírus da parainfluenza.

A principal diferença entre a gripe e o resfriado reside na febre elevada, característica da gripe. “A gripe leva a uma condição em que o indivíduo fica muito mais prostrado, tem febre elevada, uma dor no corpo intensa, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e coriza”, destaca Damasceno. Já no resfriado, os sintomas são mais leves, com ausência de febre ou febre mais baixa, obstrução nasal, espirros, tosse seca e dor de garganta.

Outra diferença entre as duas enfermidades está na duração dos sintomas. “Em geral, os sintomas do resfriado duram de 5 a 7 dias, e os da gripe de 7 a 10 dias, mas podem cursar com complicações, principalmente se esses indivíduos mantêm quadros de febre elevada, desconforto respiratório e uma tosse mais frequente”, alerta a infectologista.

Entre as complicações mais comuns da gripe, estão a pneumonia e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Já o resfriado pode causar, principalmente em crianças, bronquiolite, otite e sinusite.
Tratamento e grupos de risco

A gripe e o resfriado, em geral, são doenças autolimitadas, ou seja, são enfermidades de baixa gravidade e curta duração. Em razão disso, o tratamento para ambas as doenças, em geral, consiste no uso de medicamentos para alívio dos sintomas, como antitérmicos e analgésicos. Conforme Lisandra Damasceno, somente a gripe possui tratamento específico com antiviral (oseltamivir), indicado para pacientes que têm condições de risco para a doença.

E quais são os grupos de risco para a gripe? Gestantes, puérperas nas primeiras duas semanas após o parto, idosos com 60 anos ou mais e crianças abaixo de 5 anos. Além disso, pessoas com comorbidades — como doenças hepáticas, renais, pulmonares e cardiovasculares, com exceção da hipertensão controlada — e doenças imunossupressoras, que afetam o sistema imunológico, também estão sujeitas a evoluir com complicações nos casos de gripe.

Caso a pessoa integre algum dos grupos de risco para a gripe, a recomendação da infectologista é procurar assistência médica na unidade básica de saúde mais próxima logo no início dos primeiros sintomas, para que possa fazer uso do antiviral. “Já as pessoas fora dos fatores de riscos para gripe devem procurar o serviço de saúde quando apresentarem os sintomas para receberem a orientação adequada sobre o tratamento disponível, e principalmente, se evoluírem com febre ou tosse persistente, desconforto respiratório ou, ainda, se esses indivíduos estiverem com muita prostração”, orienta Damasceno.
Transmissão e prevenção

Se a gripe e o resfriado apresentam diferenças em relação aos sintomas e riscos de complicações, a transmissão dos vírus acontece da mesma forma: por contato direto de pessoa para pessoa, principalmente quando estão aglomeradas. “A pessoa doente, ao tossir, falar e espirrar, dispersa gotículas no ambiente, e essas gotículas, ao serem inaladas por outras pessoas saudáveis, podem levar essas pessoas também a manifestarem essas infecções”, assinala a infectologista do HSJ.

O contágio pode acontecer ainda por contato indireto, quando as pessoas levam suas mãos contaminadas com os vírus à boca, nariz e olhos. Para se prevenir, o ideal é higienizar sempre as mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de evitar contato com pessoas doentes. O uso de máscara, caso a pessoa esteja doente, também é indicado. “Caso não esteja usando máscara, pode utilizar a etiqueta respiratória: ao tossir ou ao espirrar, cobrir a boca ou nariz com o braço e sempre estar higienizando as mãos”, recomenda Lisandra.

Vacina: medida eficaz de proteção

A vacina contra gripe está disponível desde o dia 11 de março e foi ampliada para a população em geral, a partir de 6 meses de idade. A coordenadora de Imunização da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ana Karine Borges, orienta que pessoas com quadro de doenças febris devem adiar a vacinação até a melhora dos sintomas, com o intuito de não serem atribuídas à vacina as manifestações da doença.

E mesmo se a pessoa já tiver contraído a gripe, ainda assim a vacina é necessária, garante Borges. Até o momento, apenas 35,8% do público-alvo se vacinou contra a gripe no Ceará — número ainda baixo, uma vez que a meta é ampliar essa porcentagem para 90%. “A vacina reduz as complicações e internações decorrentes das infecções do adoecimento pelo vírus da influenza. Além disso, é importante lembrar que existem outros vírus que ocasionam síndromes gripais. Portanto, a vacinação é uma proteção a mais, tanto para o indivíduo como para a população, por reduzir a transmissão”, frisa.

*Ascom da Ascom HSJ

APAE Crato oferece teste gratuito da orelhinha neste sábado (18)

FOTO: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS
Agência Caririceara.com
Redação


Neste sábado, dia 18 de maio, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Crato estará oferecendo um serviço essencial para a saúde auditiva de bebês e crianças: o teste da orelhinha. A iniciativa, que visa identificar precocemente possíveis problemas auditivos, será realizada de forma gratuita, das 08h às 11h.

O teste da orelhinha é uma etapa fundamental na detecção precoce de problemas auditivos em recém-nascidos e crianças pequenas. Essa avaliação, também conhecida como triagem auditiva neonatal, é capaz de identificar eventuais disfunções auditivas logo nos primeiros dias de vida, permitindo intervenções precoces e proporcionando um desenvolvimento mais saudável para a criança.

A APAE de Crato, reconhecida pela sua atuação em prol da inclusão e cuidado com pessoas com deficiência, está promovendo essa ação em sua sede, localizada na Travessa Milagres, no Bairro Vila Alta. O horário de atendimento será das 08h às 11h, sem necessidade de agendamento prévio. Basta comparecer ao local com o bebê ou criança para realizar o teste, que é indolor e rápido.

É importante ressaltar que a detecção precoce de problemas auditivos pode fazer toda a diferença no desenvolvimento da linguagem e na integração social da criança. Por isso, a realização do teste da orelhinha é fundamental, especialmente nos primeiros meses de vida, período crucial para o desenvolvimento sensorial.

A APAE de Crato reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar das crianças da comunidade, oferecendo mais uma vez um serviço essencial de forma gratuita. O teste da orelhinha é uma oportunidade para os pais cuidarem da saúde auditiva de seus filhos de maneira preventiva, garantindo um futuro mais promissor e inclusivo. Compareça neste sábado, das 08h às 11h, na sede da APAE Crato, e participe dessa importante iniciativa.


Semana da Tireoide: CIDH orienta sobre problemas na glândula e faz avaliação aberta ao público


Foto: Thiago Mendes

O exame físico da tireoide realizado com a técnica adequada é fundamental para diagnósticos de problemas na glândula

Pequena em tamanho, mas grande em importância. Localizada na parte da frente do pescoço, a tireoide é uma glândula em formato de borboleta que age no nosso metabolismo por longo tempo – da idade fetal até o fim da vida – e precisa ser cuidada quando desregula. Neste sábado (18), o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), une-se a parceiros na Campanha Nacional de Esclarecimento e Avaliação da População sobre as Doenças da Tireoide e oferece orientações e atendimento à população na Paróquia de Nossa Senhora da Glória (Av. Oliveira Paiva, 905, Cidade dos Funcionários).

A população terá acesso a informações sobre a glândula, doenças relacionadas (hipo e hipertireoidismo) e a um exame simples, mas fundamental: a palpação do pescoço. O serviço ocorre das 7h30 às 11h30 e marca a Semana Internacional da Tireoide. O evento tem parceria do CIDH, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Ceará (Sbem-CE) e da Sociedade Brasileira de Diabetes do Ceará (SBD-CE).

Além das orientações e do exame físico, pessoas com características que precisam ser investigadas serão encaminhadas para exames clínicos em laboratórios parceiros na ação. Com os exames em mãos, a consulta de retorno será feita no CIDH e, caso necessário, haverá encaminhamento para tratamento na atenção primária.

Cristina Dallago, endocrinologista do CIDH, explica que o evento busca esclarecer as principais dúvidas das pessoas sobre doenças da tireoide, além de permitir acesso a exames para casos suspeitos. “É o momento de a população aproveitar o acesso a especialistas e professores para fazer uma boa avaliação da função da tireoide”, aponta Cristina.

Quando a tireoide não funciona da maneira correta, ela produz mais ou menos hormônio, o que caracteriza o hipertireoidismo (mais hormônio que o normal) ou hipotireoidismo (menos hormônio do que o normal). Embora os distúrbios da tireoide possam aparecer em qualquer fase da vida, Cristina explica que é preciso ter atenção especial às grávidas e aos idosos com múltiplas comorbidades. “As mulheres, em especial, são responsáveis por cerca de 70% dos casos. Além disso, deve buscar o médico aquela pessoa que, olhando no espelho, percebe um crescimento do bócio, o papo”, acrescenta Cristina.

Sintomas e comorbidades

Creditos:  Juliel Veras

Além de inchaço na parte da frente do pescoço, Cristina lista outros sintomas possíveis. Quem tem hipotireoidismo, pode apresentar cansaço, indisposição, pele seca, sono e ganho de peso. No caso do hipertireoidismo, é possível haver aumento da frequência cardíaca (taquicardia), perda de peso, agitação e suor excessivo (sudorese).

Pessoas com diabetes e hipertensão devem avaliar o funcionamento da tireoide com regularidade. “O hormônio da tireoide controla o metabolismo. Então, por exemplo, um hipotireodismo não identificado e não tratado pode piorar o controle da glicemia e aumentar os níveis de colesterol ruim”, detalha Cristina. Nesse sentido, ainda segundo ela, diabetes e hipertensão não controlados podem estar relacionados a uma disfunção da tireoide, daí a importância de se buscar diagnóstico e tratamento.

*Conteúdo da Assessoria de Comunicação do CIDH


Câncer de ovário: especialista do HRVJ destaca que diagnóstico precoce é fundamental para sucesso do tratamento

Na unidade, a comorbidade é a quarta maior incidência dos tratamentos oncológicos nas mulheres. Foto: Joelton Barboza - Ascom HRVJ  

O Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), trata, atualmente, 937 pacientes com diagnóstico de câncer. Desse total, 37 são de ovário, o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum, ficando atrás apenas do de útero. No equipamento que fica em Limoeiro do Norte, o câncer de ovário está na quarta posição em incidência, atrás do de mama, de colo do útero, de pele não melanoma e de tireoide.

O médico oncologista do HRVJ, Jefferson Oliveira, explica que, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tipo de câncer mata cerca de quatro mil mulheres por ano. “E há uma expectativa de mais de sete mil novos casos por ano, logo temos que ter muita atenção em relação a esse diagnóstico e a essa mortalidade”, destaca.

O risco de câncer de ovário é aumentado em mulheres com infertilidade e reduzido naquelas que tomam contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) ou que tiveram vários filhos. Por outro lado, mulheres que nunca tiveram filhos parecem ter risco aumentado para câncer de ovário, é o que diz o INCA. A primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos) e a idade tardia na menopausa (após os 52 anos) podem estar associadas a risco aumentado de câncer de ovário.
Sintomas e detecção

Já que na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos, é preciso cuidar da prevenção. Por isso é importante fazer acompanhamento ginecológico de rotina. “Esse câncer é mais prevalente entre mulheres jovens, entre 30 e 40 anos, e o nosso desafio está em dar o diagnóstico precoce”, diz Jefferson Sales. Quando mais cedo for feita a detecção, maior o sucesso do tratamento.

À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre, diarreia, falta de apetite, desejo de urinar com mais frequência, cansaço constante e/ou massa palpável no abdômen.
Fluxo de atendimento

A coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesa, Thaís Facó, reforça que é na atenção primária onde se realiza o atendimento das mulheres com coleta citológica (exame Papanicolau) e exame físico. “A partir da identificação de sinais sugestivos de câncer de ovário (dor, inchaço, dor na ato sexual, sangramento vaginal irregular, cansaço constante, perda de apetite, etc.) a mulher é encaminhada para a atenção ambulatorial especializada (policlínicas) onde é atendida pelo ginecologista, que faz o diagnóstico”, explica.

Thaís lembra ainda que o Projeto de Braços Abertos, lançado pelo Governo do Ceará em abril deste ano, tem a intenção de melhorar ainda mais esse fluxo. “Com esse projeto, a Sesa procura organizar e qualificar os processos de trabalho da atenção primária à saúde, e com isso ampliar a cobertura da coleta citológica de mulheres, proporcionando cada vez mais o diagnóstico precoce de câncer ginecológico”, completa.

O oncologista Jefferson Oliveira diz ainda que o acesso ao atendimento oncológico no HRVJ é feito através da regulação primária. Sendo assim, com a suspeita de que se trata de um tumor oncológico, a paciente é avaliada e alocada de acordo com a central para realizar a tiragem oncológica no HRVJ. “Nesse momento ela é acolhida, atendida por um especialista médico e também por outros profissionais. A gente entende que a assistência é multiprofissional, então a paciente é vista pelo médico especialista, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, psicólogo e, naquele momento, é dado o segmento para as diversas áreas, com apoio social e psicológico. O diagnóstico tem um impacto muito alto não só na paciente, mas na família como um todo, logo são mapeados todos os riscos inerentes àquela pessoa”, explica.
Tratamento

A cirurgia é o procedimento indicado quando se é possível a ressecção de todo o tumor. Nesses casos, a quimioterapia é indicada após a retirada do tumor, com a intenção de reduzir o risco de reincidência da doença. Se a cirurgia inicial não for indicada pela impossibilidade da retirada completa do tumor, a quimioterapia é realizada antes do procedimento cirúrgico.
Dia Mundial do Câncer de Ovário

Segundo o Ministério da Saúde, o Dia Mundial do Câncer do Ovário, comemorado em 8 de maio, foi estabelecido em 2013 por um grupo de líderes de organizações com o objetivo de aumentar a sensibilização a respeito do problema. A campanha é uma iniciativa da World Ovarian Cancer Coalition e apoiada por cerca de 200 instituições do mundo.

*Ascom do HRVJ




Maio Roxo: Hospital Regional do Cariri promove conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

FOTO: JOTA LOPES/AGÊNCIA CARIRICEARA.COM

HRC particpa da campanha Maio Roxo de conscientização sobre Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)


Maio é o mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). A campanha conhecida como Maio Roxo busca orientar sobre o que são as DIIs e a importância do diagnóstico e tratamento precoce. Para somar forças a esta campanha, o Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Juazeiro do Norte, realiza, na próxima quarta-feira (8), um evento com o objetivo de sensibilizar a população e profissionais da saúde sobre este tema.

“As DIIs são doenças crônicas que atingem o trato digestivo, principalmente o intestino grosso, provocando grande impacto na qualidade de vida das pessoas acometidas, como o comprometimento de atividades habituais e laborais. A causa das DIIs é autoimune, relacionada à predisposição imunogenética, à microbiota, à alimentação e estresse”, explica a médica gastroenterologista Marcya Moanna, hospitalista do HRC.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), essas doenças são mais incidentes em pessoas entre 15 e 40 anos. No Brasil, tem sido observado um aumento da incidência de casos nos últimos anos, sendo a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa as DIIs mais comuns. Dor abdominal, diarreia, sangramento nas fezes, perda de peso, mal-estar, indisposição e anemia estão entre os sintomas.
Diagnóstico precoce e prevenção

O diagnóstico das DIIs é realizado por meio de exames e análises clínicas, e quando realizado precocemente previne a evolução da doença, reduzindo a necessidade de cirurgia ou complicações mais sérias, inclusive o óbito. Estas doenças não têm cura, mas o tratamento precoce e adequado auxilia o paciente a controlar o processo inflamatório, para que não apresente mais os sintomas.

Manter hábitos de vida saudáveis é fundamental para o tratamento como também para a prevenção das DIIs. “O controle do estresse, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, a prática de atividades físicas regularmente, são formas efetivas de prevenção”, pontua a gastroenterologista Marcya Moanna.
Programação no HRC

O evento do dia 8 de maio será realizado em dois momentos no auditório do HRC. Pela manhã, das 10h às 11h10, será voltado para os acompanhantes dos pacientes e contará com orientações de profissionais sobre o que são as DIIs, a importância do diagnóstico precoce, e sobre a dieta na prevenção e tratamento das DIIs. Já à tarde, a partir das 16h, o público-alvo serão os profissionais da saúde, estagiários, internos e residentes do HRC, que poderão acompanhar um relato de caso clínico; orientações sobre encaminhamento precoce da DII ao serviço especializado; quando e por que realizar cirurgia na DII; e sobre os cuidados com a ostomia.

“Atualmente estamos no HRC com três pacientes jovens graves de 16, 17 e 21 anos, dois já submetidos à abordagem cirúrgica. Então o objetivo desse momento é divulgar a doença à população em geral e aos profissionais da saúde, para conscientização sobre o diagnóstico precoce, já que mais de 40% das pessoas que sofrem com essa doença só é diagnosticada um ano após o início dos sintomas”, destaca a médica Marcya Moanna.

*Conteúdo da Assessoria de Comunicação do HRC

Mortes por dengue passam de 2 mil desde o início do ano

FRAME/EBC

Mais de 4 milhões de casos foram notoficados no país

O Brasil já registrou 2.073 óbitos confirmados por dengue neste ano e outras 2.291 mortes estão em investigação. Em todo o ano de 2023, 1.179 brasileiros perderam a vida para a doença.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Saúde, 4.176.810 casos prováveis da doença foram notificados em todo o país nos quatro primeiros meses. O coeficiente de incidência da doença no país é 2.056,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Atualmente, 13 estados, além do Distrito Federal, apresentam tendência de queda no número de casos: Acre, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Outros oito estados têm tendência de estabilidade: Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul. Os estados do Ceará, Mato Grosso, Pará, Sergipe e Tocantins continuam com tendência de aumento.

“Ainda precisamos prestar atenção. Nós subimos a montanha, agora estamos descendo, mas ainda temos muitos casos que podem acontecer e óbitos que podem ser evitados”, alertou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, em entrevista.

*Conteúdo da Agência Brasil